O secretário-geral do PSOL de João Pessoa, Fabiano
Galdino, criticou as declarações do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) de
que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) seria
justificado pelas falhas em diversos programas na área da Educação e pelo alto
índice de desemprego entre jovens. “Para o PSOL, os mandatos eletivos e entre
eles o de presidente da República, deveriam se submeter a critérios objetivos
de avaliação e ser passíveis de revogabilidade, mas esta previsão
constitucional ainda não existe no ordenamento jurídico brasileiro”, afirmou.
“Em vez de discutir o impeachment da presidente
Dilma Rousseff (PT) com fundamento da lei do impeachment, o deputado federal
Pedro Cunha Lima (PSDB) repete aqueles que não encontram indícios suficientes
de crime que justifique o afastamento da presidente. A reprovação do Governo
Dilma é um caso de opção pela via neoliberal, o que o nobre deputado não
discorda, já que reza por essa mesma cartilha”, comentou.
Em pronunciamento da
Câmara dos Deputados, na tarde desta quarta-feira (6), Pedro Cunha Lima teria
afirmado que "Nada justifica mais o impeachment do que a atual situação do
povo brasileiro: de cada cinco jovens, um está desempregado". Fabiano
Galdino, que é ex-presidente estadual do PSOL, também discordou dos argumentos
de Pedro Cunha Lima sobre a decisão do Governo Dilma de ampliar os gastos com o
FIES no ano de 2014. ”Para o deputado Pedro Cunha Lima, os estudantes não
deveriam ser beneficiados com recursos na Educação por causa do período
eleitoral. Diferente do que pensa o deputado do PSDB, nossa crítica vai na direção
de que o Governo Federal deixou de fortalecer as universidades públicas,
independentemente de calendário eleitoral”, disparou.
“Para Pedro,
tal como o pai, a crise econômica se agrava pelas gastos da máquina pública federal com aquilo
que são direitos sociais, como Educação, por exemplo. Contraditório esse nobre
deputado”, disse.
O dirigente do PSOL afirmou que segue a decisão do
partido contrária ao impeachment da presidente Dilma e, ao mesmo tempo,
mantendo o tom de oposição as medidas neoliberais do Governo, como o ataque aos
direitos trabalhistas.
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